SUS simplifica tratamento de pacientes infectados por tuberculose e HIV

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SÃO PAULO – O deputado Edmir Chedid (DEM), membro efetivo da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, declarou nesta quarta-feira (27) que o tratamento oferecido aos pacientes infectados por HIV e tuberculose será simplificado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, segundo o parlamentar, os pacientes com HIV/Aids poderão manter o tratamento com o antirretroviral dolutegravir se também contraírem a tuberculose.

Antes, o uso desse fármaco era contraindicado durante o tratamento da tuberculose. Assim, era preciso adequar o esquema terapêutico para o HIV, ou seja, substituir por outro antirretroviral para dar início ao tratamento da coinfecção por HIV e tuberculose. “Isso foi possível somente após os estudos científicos indicarem a eficácia e segurança do uso do dolutegravir combinado aos medicamentos para tratar pessoas infectadas por tuberculose”, disse.

O dolutegravir, considerado um dos mais modernos do mundo, é ofertado no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2017 para pacientes com HIV. A ampliação do uso do medicamento nos casos de infecção dupla (HIV/tuberculose) permitirá reduzir a ocorrência de complicações durante o tratamento, além da possibilidade de alcançar uma melhor qualidade de vida ao paciente na comparação com outros antirretrovirais usados no tratamento de HIV.

De acordo com Edmir Chedid, antes de ser aprovada, a ampliação do uso do dolutegravir passou por consulta pública para que entidades médicas e pacientes pudessem opinar sobre a iniciativa. “Esta reformulação foi conduzida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS, após pedido da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, para atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT)”, complementou.


Riscos

As pessoas que vivem com o HIV têm 25 vezes mais riscos de desenvolverem tuberculose quando comparado a pessoas que não têm o vírus. Isso ocorre devido à fragilidade do sistema imunológico, responsável por defender o organismo contra doenças. No Brasil, em 2017, dos 74,8 mil novos casos registrados de tuberculose, 11,4% apresentaram resultado positivo também para o HIV, o que representa 8,5 mil pessoas infectadas pelas duas doenças (TB-HIV).

 

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Anselmo Dequero
Assessor de Imprensa
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