Passivo Ambiental

Além dos prejuízos causados aos consumidores, à saúde dos trabalhadores e aos cofres públicos, a adulteração de combustíveis causa grande impacto ambiental. Este assunto foi enfocado pela CPI em várias reuniões.

Um sinal de alerta veio do professor Paulo Hilário Nascimento Saldiva, do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Saldiva em depoimento concedido à CPI em 16 de outubro, advertiu sobre as conseqüências para o meio ambiente da queima e emissão de gases produzidas pelo uso de combustível adulterado e demonstrou preocupações relativas à saúde dos trabalhadores que ficam expostos continuamente à inalação de substâncias tóxicas, como o benzeno e outros presentes na gasolina, e podem contrair doenças como leucemia ou linfomas.

Quanto aos efeitos dos vazamentos de tanques, o professor explicou que o combustível vazado penetra no solo e pode atingir os lençóis freáticos. Ao beber água ou comendo alimentos de origem vegetal ou animal produzidos em solo contaminado, a população corre graves riscos.

Paulo Saldiva informou que não existem estudos capazes de precisar qual a toxidade real ou potencial do solo no Estado. Por isso, recomendou a concentração de esforços para promoção de um Programa de Avaliação Ambiental em todo o território paulista.

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